Um panorama do mercado de trabalho da pessoa com deficiência visual na cidade do Rio de Janeiro

Palavras-chave: pessoa com deficiência visual, mercado de trabalho, Rio de Janeiro

Resumo

O artigo tem o objetivo de traçar o perfil de uma amostra da população com deficiência (PcD), especificamente a deficiência visual, e de empresas do setor privado que contratam PcD na cidade do Rio de Janeiro, visando obter subsídios para a melhoria de políticas públicas que garantam a este grupo social o direito de obtenção de renda. A esta pesquisa qualitativa foi associado o posicionamento de legisladores especialistas em inclusão social. Foram analisadas as reservas legais de vagas, as adaptações no ambiente de trabalho, as fontes de recrutamento e as dificuldades para inserção ao mercado. Os resultados permitiram constatar a dificuldade das PcD em conseguirem colocação no mercado de trabalho, principalmente pelo preconceito, observado nos processos seletivos, assim como no perfil das vagas oferecidas. Por parte das empresas, pode-se observar preocupação com a elevação dos custos na contratação e a alta rotatividade. Os especialistas reconhecem a deficiência de capacitação dos deficientes visuais para o mercado, a falta de conexão destes com as empresas e a timidez empresarial para o cumprimento da cota legal, visando à inclusão. Pode-se concluir que, mesmo após 25 anos da legislação inclusiva, ocorre urgente necessidade de atualização das políticas públicas em relação às empresas, na valorização das PcD, conforme recomendado no ODS 8 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Biografia do Autor

Meline Melegario Lima, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Local no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro. Pós-Graduada em Direito da Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Graduada em Direito pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Ocupação atual e instituição.

Kátia Eliane Santos Avelar, entro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Doutora em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta, UNISUAM, Rio de Janeiro, RJ.

José Teixeira de Seixas Filho, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Pós-Doutorado em Bioquímica e Enzimologia pelo Instituto de Biotecnologia Aplicada à Agropecuária da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Minas Gerais, Brasil. Docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), Rio de Janeiro,

Patricia Maria Dusek, Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam). Mestrado Profissional em Desenvolvimento Local Rio de Janeiro – RJ. Brasil

Coordenadora do Mestrado em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam) – Rio de Janeiro/RJ

Pesquisadora do Corpo Docente Permanente do Mestrado em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam) – Rio de Janeiro/RJ

Doutora em Direito pela Universidade Veiga de Almeida

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Publicado
2021-06-02