Estudos analíticos sobre o Corredor Bioceânico

Palavras-chave: Corridor Bioceanic Viário. Fortalezas e debilidades. Quatro territorios.

Resumo

A construção do Corredor Rodoviário Bioceânico é uma tarefa extremamente complexa, pois são diversas as dificuldades e variadas as ações que se impõem para integrar os territórios de Mato Grosso do Sul com os portos do norte do Chile, cruzando enormes espaços no Paraguai e Argentina. Ademais, os países não têm intenção de criar tão-somente um corredor de transporte e comércio. Almeja-se construir uma plataforma de desenvolvimento econômico, capaz de atrair novos investimentos, fomentar parcerias e integrar os territórios. Por meio de esforço coletivo, pretende-se gerar benefícios tanto para o setor privado, quanto para as comunidades locais. Nesse contexto, faz-se necessário conhecer suas forças e debilidades, de modo a poder orientar os "policy makers" sobre ações futuras, com vistas a potencializar as vantagens da integração física e superar eventuais obstáculos. A leitura do artigo permitirá ao leitor não só conhecer as peculiaridades de cada uma das regiões e, assim, identificar vantagens e desvantagens, mas também reconhecer o potencial transformador da obra. O Corredor Rodoviário Bioceânico irá aprofundar a integração regional e oferecer para os operadores comerciais alternativa de acesso aos mercados asiáticos, à costa oeste do continente americano, ao Peru, Equador e Colômbia. Graças à nova conectividade rodoviária, os exportadores do Brasil, Paraguai e Argentina poderão reduzir tempo e custo, auferir ganhos de competitividade e agregar valor aos produtos exportados. Do mesmo modo, a importação de insumos mais baratos deve induzir a formação de novos polos industriais na região, beneficiando territórios que até então isolados ou dependentes de uma logística meramente atlântica.

Biografia do Autor

João Carlos Parkinson de Castro, Ministério das Relações Exteriores

Diplomata, funcionário de carreira do Ministério das Relações Exteriores. Graduou-se em Economia pela Universidade de Brasília – UNB. Integrou a delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio em Genebra/Suíça em 1987-1992. Chefiou o Setor Político e o Setor Econômico/Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Moscou/Rússia no período de 1992-1997. Em Lima/Peru chefiou o Setor Econômico no período de 1997-1999. Integrou a representação brasileira junto aos mecanismos de organização das reuniões de Cúpula ALC-UE, Grupo do Rio, Ibero-americana, MERCOSUL, Brasil-UE, UNASUL, entre outras no período de 1999 a 2002. Em Paris/França chefiou o Setor Econômico Bilateral e Multilateral e o Setor Financeiro, ocasião em que representou o Brasil junto a OCDE e Clube de Paris no período de 2003-2008. Em Dublin/Irlanda, chefiou o Setor Econômico e de Promoção Comercial de 2008-2011. Foi chefe da delegação brasileira em várias reuniões do COSIPLAN (UNASUL) e Grupos de Trabalho na área de infraestrutura. Atualmente é o Coordenador Nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviários Bioceânicos.

Referências

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Publicado
2021-12-14
Como Citar
Parkinson de Castro, J. C. (2021). Estudos analíticos sobre o Corredor Bioceânico. Interações (Campo Grande), 22(4), 1061-1076. https://doi.org/10.20435/inter.v22i4.3484