Assalariamento na Terra Indígena Mangueirinha: estratégias Guarani e Kaingang

Palavras-chave: assalariamento indígena, povos indígenas, Guarani, Kaingang

Resumo

Os povos indígenas do Brasil vêm passando por transformações desde o período de colonização, quando o contato com os europeus iniciou seu processo de hibridação cultural. Atualmente, o meio de vida tradicional indígena busca estratégias de assimilação cultural, ao mesmo tempo que procura resistir e conservar sua identidade junto à sociedade envolvente. Nesse novo formato, os povos indígenas necessitam cada vez mais do uso do dinheiro, e, tendo em vista as poucas opções de renda monetária dentro da Terra Indígena (TI), o recurso mais comum tem sido buscar complementar a renda fora do seu território. Assim, o presente estudo teve por objetivo analisar as estratégias e consequências do processo de assalariamento dos povos Kaingang e Guarani da TI Mangueirinha, PR. Para tanto, a pesquisa buscou entrevistar agenciadores, lideranças e trabalhadores indígenas que estão inseridos no processo de assalariamento indígena. Ao final, percebeu-se que as lideranças indígenas têm um papel significativo no processo de assalariamento formal dos indígenas, assim como identificaram-se respostas distintas desse processo, de acordo com a cultura envolvida.

Biografia do Autor

Antônio Cavalcante Almeida, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Pós-Doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professor de Sociologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

 

 

Aline Cavalheiro, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Graduada em Enfermagem pela Faculdade de Pato Branco (FADEP). Servidora Pública da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Coronel Vivida, Paraná.

Miguel Ângelo Perondi, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Pós-doutorando no Departamento de Economia da Universidade da Califórnia, Riverside. Doutor em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Administração pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

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Publicado
2020-09-16