O lazer como fator de permanência e reprodução social no meio rural: estudo do município de Saudade do Iguaçu, PR

Palavras-chave: lazer, rural, qualidade de vida, famílias do campo.

Resumo

O lazer e as práticas de atividades recreativas no meio rural são consideradas ações secundárias, pois o rural é percebido como sinônimo de área de produção agropecuária. Nesse contexto, a falta de estruturas que propiciem o lazer e até mesmo a influência social, econômica, política e cultural, favorece um novo esvaziamento do rural. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre o lazer na área rural e sua respectiva influência na qualidade de vida e na reprodução social das famílias do campo, tendo como foco de estudo o município de Saudade do Iguaçu, Paraná, Brasil.

Biografia do Autor

Celí Maziero, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (2013) e especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (2017). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na Linha de Pesquisa em Ambiente e Sustentabilidade. Trabalha como Arquiteta e Urbanista da Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste, e leciona no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste de Santa Catarina. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto de Arquitetura e Urbanismo, trabalhando como autônoma desde o ano de 2014.
Cristiane Maria Tonetto Godoy, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (2008) e mestrado em Extensão Rural pela Universidade Federal de Santa Maria (2011) e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural (2015), atualmente bolsista pós-doc do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional UFTPR Campus Pato Branco. Atuou também como tutor a distância da Universidade Aberta do Brasil - UFSM e como assessora territorial de gestão social do projeto Nedet/MDA. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Agronomia, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura familiar, agroecologia, educação ambiental, desenvolvimento rural sustentável e percepção ambiental, identidades e territórios ambientais.
José Ricardo da Rocha Campos, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
Possui Graduação em Agronomia e Mestrado em Produção Vegetal pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Diamantina - MG. Doutor em ciências, área de concentração Solos e Nutrição Mineral de Plantas, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) em Piracicaba - SP. Atuou nas seguintes áreas: Gênese, Morfologia e Classificação do Solo com ênfase na relação Solo/Paisagem; na relação entre a morfoestratigrafia e a formação do solos e Geofísica Rasa com o uso do Radar de Penetração do Solo (GPR). 
Nilvania Aparecida de Mello, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1994), mestrado em Agronomia - Área de concentração física, manejo e conservação do solo- pelo Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná (1996) e doutorado em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006) e pos doutorado em Filosofia da Ciência pela Université Joseph Fourrier (França) Atualmente é professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo do solo, atuando principalmente nos seguintes temas: plantio direto, qualidade ambiental, enfoque sistêmico, qualidade da água e do ambiente, educação ambiental. 

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Publicado
2019-07-05