Observatório como instrumento de prospectiva estratégica para as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs)

Palavras-chave: prospectiva tecnológica, observatório, Instituições de Ciência e Tecnologia, cadeias produtivas.

Resumo

Este artigo a presenta um modelo de Observatório para as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), que atuam junto às cadeias agropecuárias. O objetivo é utilizar um processo sistemático para vislumbrar a médio e longo prazo, o futuro da ciência e da tecnologia, identificando áreas estratégias de pesquisa e de tecnologias emergentes que se relacionam a benefícios econômicos e sociais. A principal forma de atuação do modelo proposto é a interação entre os pesquisadores e os atores da cadeia. O modelo foi avaliado e aprovado por 96,7%dos participantes da pesquisa.

Biografia do Autor

Nádia Solange Schmidt, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Biologa, com doutorado em Tecnologia

Setor de prospecção e avaliação de tecnologias

àrea de Transferencia de tecnologia

Christian Luiz da Silva, Universidade tecnológica Federal do Paraná -UTFPR
Bolsista Produtividade CNPq. Coordenador Adjunto dos Programas Profissionais de pós-graduação da Capes na área de Planejamento Urbano e Regional e Demografia. Membro de assessoramento da área de administração e economia da Fundação Araucária. Professor Associado da UTFPR.  Professor permanente do mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação de Tecnologia e Sociedade (PPGTE) e do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional). Professor do departamento de Gestão e Economia (DAGEE). Graduado em economia, mestre e doutor em engenharia de produção e pós-doutor em administração pela USP. 

Referências

AMPARO, K. K. S.; RIBEIRO, M. C. O.; GUARIEIRO, L. L. N. Estudo de caso utilizando mapeamento de prospecção tecnológica como principal ferramenta de busca científica. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 195-209, out./dez. 2012.

ANTUNES, A. M. S.; MANGUEIRA, A. C. S. A importância do observatório de atividades industriais vis-a-vis tendências em ciência, tecnologia e inovação. Química Nova, São Paulo, v. 28, suplemento, p. S112-S118, nov./dez. 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL (ABPA). A avicultura brasileira. 2015. Disponível em: <http://www.ubabef.com.br/a_avicultura_brasileira/historia_da_avicultura_no_brasil>. Acesso em: 6 maio 2017.

______. Relatório Anual 2016. Disponível em: <http://abpa-br.com.br/storage/files/versao_final_para_envio_digital_1925a_final_abpa_relatorio_anual_2016_portugues_web1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2017.

AUDRETSCH, D. B.; LEYDEN, D. P.; LINK, A. N. Universities as research partners in publicly supported entrepreneurial firms. Economics of Innovation and New Technology, v. 21, n. 5-6, p. 529-45, 2012.

BACK, S. Modelo de observatório para apoio ao processo de inovação nas organizações: aplicação para as indústrias brasileiras de bens de capital. 2016. 376p. Tese (Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais) - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, 2016.

BASSI, N. S. S; SILVA, C. L.; SANTOYO, A. Inovação, pesquisa e desenvolvimento na agroindústria avícola brasileira. Estudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 392-417, out. 2013/mar. 2014.

BASSI, N. S.; SILVA, C. L.; FIGUEIREDO, E. A. P. Technology transfer model proposal in public research institutions: the search for a more effective process in the broiler chain in Brazil. Journal of Technology Management & Innovation, Santiago, Chile, v. 10, n. 4, p. 9-17, 2015.

BASSI, N. S. S. Proposta de um processo de transferência de tecnologia para as instituições públicas de pesquisa: o caso da Embrapa. 2015. 270p. Tese (Doutorado em Tecnologia) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Curitiba, PR, 2015.

BOEHM, D. N.; HOGAN, T. Science-to-business collaborations: a science-to-business marketing perspective on scientific knowledge commercialization. Industrial Marketing Management, v. 42, n. 4, p. 564-79, maio 2013.

BRISOLLA, S. et al. Hacia la construcción de un Observatorio de Ciencia y Tecnología. Bogotá: Colciencias, 1996.

CAMPOS, Ana, L.S. Ciência, tecnologia e economia. In: PELAEZ, V.; SZMRECSÁNYI, T. (Org.). Economia da inovação tecnológica. São Paulo: Hucitec, 2006.

CANONGIA, C.; PEREIRA, M. N. F.; ANTUNES, A. M. S. Modelo de estratégia de prospecção de setores intensivos em P&D: sinergias entre Inteligência Competitiva (IC), Gestão do Conhecimento (GC), e Foresight (F). BRAPCI, v. 7, n. 1, 2006. Disponível em: <http://www.brapci.inf.br/index.php/article/view/0000003693/dabafa0e8a4031a013b529f008c2777b/>. Acesso em: 18 mar. 2017.

CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS (CGEE). Observatório de Ciência, Tecnologia e Informação. Brasília: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2006. 83p.

CORDEIRO, L. P. A. Em busca de um modelo informacional evolutivo. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5. 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2003.

COSTA, L. S.; GARCIA, L. A. F.; BRENE, P. R. A. A indústria de frango de corte no mundo e no Brasil e a participação da indústria avícola paranaense neste complexo. Ciências Sociais em Perspectiva, v. 14, n. 27, p. 319-41, 2015.

DE LA VEGA, I. Tipología de Observatorios de Ciencia y Tecnología. Los casos de América Latina y Europa. Revista Española De Documentación Científica, v. 30, n. 4, p. 545-52, 2007.

DE NEGRI, F.; CAVALCANTE, L. R. Sistemas de inovação e infraestrutura de pesquisa: considerações sobre o caso brasileiro. Radar - Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, Brasília, n. 24, fev. 2013. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/radar/temas/infraestrutura/236-radar-n-24-sistemas-de-inovacao-e-infraestrutura-de-pesquisa>. Acesso em: 18 mar. 2017.

DEVORE, P. W. Technology and science. In: ISRAEL, E. N.; WRIGHT, R. T. (Ed.). Conducting technical research. Mission Hills, CA: Glencoe, 1987.

DOSI, G. Technological paradigms and technological trajectories: a suggested interpretation of the determinants and directions of technical change. Research Policy, v. 11, n. 3, p. 147-62, jun. 1982.

FEDERAÇÃO DAS INDUSTRIAS DO PARANÁ (FIEP). O que é um Observatório? [s.d.]. Disponível em: <http://www.fiepr.org.br/observatorios/FreeComponent2272content11361.shtml>. Acesso em: 16 fev. 2017.

FREEMAN, C. Economics of industrial innovation. Cambridge: MIT, 1982.

GODET, M.; DURANCE, P. A prospectiva estratégica para as empresas e os territórios. Paris: Dunod, 2011.

ENJUNTO, N. Razón de ser de los observatorios. Jornada Observando observatorios: ¿nuevos agentes en el tercer sector? 2010. Disponível em: <http://www.plataformavoluntariado.org/ARCHIVO/documentos/recursos/observando-observatorios.-nuevos-agentes-en-el-tercer-sector.pdf>. Acesso em: 9 jun. 2017.

HUSILLOS, J. Círculo para la calidad de los servicios públicos de l’Hospitalet”. La organización municipal y la adaptación de los servicios públicos. Inmigración y gobierno local. Experiencias y retos. In: SEMINARIO INMIGRACIÓN Y EUROPA, 4., Barcelona, España, 14-15 de diciembre 2006. Disponível em: <https://www.files.ethz.ch/isn/145683/Inmigraci%C3%B3n%20y%20Gobierno%20local%20experiencias%20y%20retos_FULL%20TEXT.pdf>. Acesso em: 8 fev. 2018.

JESUS JUNIOR, C.; PAULA, S. R. L.; ORMOND, J. G. P.; BRAGA, N. M. A cadeia da carne de frango: tensões, desafios e oportunidades. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 26, p. 191-232, set. 2007.

KLINE, S.; ROSEMBERG, N. An overview of innovation. In: LANDAU, R.; ROSEMBERG, N. The positive sum strategy. Washington, D.C.: National Academy Press, 1986.

LAVIE, D.; DRORI, I. Collaborating for knowledge creation and application: the case of nanotechnology research programs. Organization Science, v. 23, n. 3, p. 704-24, 2012.

MARCIAL, N. A. ¿Qué son los observatorios y cuáles son sus funciones? Innovación Educativa, v. 9, n. 47, p. 5-17, abr./jun. 2009. Disponível em: <http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=179414895002>. Acesso em: 9 jun. 2017.

MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MARRA, R.; SOUZA, G. S.; ALVES; E. R. A. Papel da Embrapa no desenvolvimento do agronegócio. Revista de Economia e Agronegócio, Viçosa, MG, v. 11, n. 1, 2013. Disponível em: <http://www.revistarea.ufv.br/index.php/rea/article/view/214/232>. Acesso em: 6 jun. 2017.

MARTIN, B. Foresight in science and technology. Technology Analysis & Strategic Management, v. 7, n. 2, p. 139-78, 1995.

MAYERHOFF, Z. D. V. L. Uma análise sobre os Estudos de Prospecção Tecnológica. Cadernos de Prospecção, Salvador, BA, v. 1, n. p. 7-9, 2008.

NELSON, Richard, R. The changing institutional requirements for technological and economic catch up. Presentation at DRUID Summer Conference 2004: Industrial

dynamics, innovation and development. Copenhagen, Denmark, 2004.

Disponível em: <http://www2.druid.dk/conferences/viewabstract.php?id=2521&cf=16>. Acesso em: 17 fev. 2017.

PARREIRAS, V. M. A.; ANTUNES, A. M. S. Aplicação de foresight e inteligência competitiva em um centro de P&D empresarial por meio de um observatório de tendências: desafios e benefícios. Gestão & Conexões, Vitória, ES, v. 1, n. 1, p. 55-73, jul./dez. 2012. Disponível em: <http://www.spell.org.br/documentos/ver/41059/aplicacao-de-foresight-e-inteligencia-competiti--->.

PORTER, A. Technology futures analysis: toward integration of the field and new methods. Technological Forecasting & Social Change, v. 71, n. 3, p. 287-303, mar. 2004.

QUINTELLA, C. M.; MEIRA, M.; GUIMARÃES, A. K.; TANAJURA, A. S.; DA SILVA, H. R. G. Prospecção tecnológica como uma ferramenta aplicada em ciência e tecnologia para se chegar à inovação. Revista Virtual de Química, Niterói, RJ, v. 3, n. 5, p. 406-15, 2011.

SANTOS, B. S. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989.

SANZ, L.; ANTÓN, F.; CABELLO, C. La prospectiva tecnológica, como herramienta para la política científica y tecnológica. Documento de trabalho 99-04. Instituto de Estudios Sociales Avanzados (CSIC). 2010.

SHAPIRA, A.; GOLDENBERG, M. Soft considerations in equipment selection of building construction projetcts. Journal of Construction Engineering and Management, v. 133, n. 10, p. 749-60, out. 2007.

SCHWARTZMAN, S. A pesquisa científica e o interesse público. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 1, n. 2, p. 361-95, jul./dez. 2002.

SOH, P. H.; SUBRAMANIAN, A. M. When do firms benefit from university–industry R&D collaborations? The implications of firm R&D focus on scientific research and technological recombination? Journal of Business Venturing, v. 29, n. 6, p. 807-21, nov. 2014.

SUBRAMANIAN, A. M. ; LIM, K.; SOH, P.-H. When birds of a feather don't flock together: different scientists and the roles they play in biotech R&D alliances. Research Policy, v. 42, n.3, p. 595-612, abr. 2013.

SUZIGAN, W.; ALBUQUERQUE, E. M.; CARIO, S. A. F. (Org.). Belo Horizonte: Autêntica, 2011. (Economia, Política e Sociedade, 464 p.).

TESTA, P. Indicadores científicos y tecnológicos en Venezuela: de las encuestas de potencial al observatorio de ciencia, tecnología e innovación. Cadernos del Cendes, ano 19, n. 51, p. 43-64, set./dez. 2002.

VASCONCELLOS, R. R. de. Barreiras e facilitadores na transferência de tecnologia para o setor espacial: estudo de caso de programas de parceria das agências espaciais do Brasil (AEB) e dos EUA (NASA). 2008. 469p. Tese (Doutorado em Engenharia) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 2008.

VILHA, A. M. Gestão de inovação nas empresas. São Paulo: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - Prefeitura de Diadema - SINDIPLAST - SINDIBOR, 2010.

Publicado
2018-02-26