Benzedeiras e benzedeiros quilombolas – construindo identidades culturais

  • Dulce Santoro Mendes Universidade Federal do Rio de Janeiro programa de pós graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - EICOS
  • Claudio São Thiago Cavas Universidade Federal do Rio de Janeiro programa de pós graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - EICOS
Palavras-chave: identidades culturais, benzedeiras e benzedeiros quilombolas, religiosidades.

Resumo

Este artigo é um recorte do projeto de pesquisa em andamento e propõe uma reflexão teórica acerca dos processos de construção das identidades culturais de benzedeiras e benzedeiros moradores de comunidades quilombolas, sob o enfoque dos estudos culturais e pós-coloniais. As práticas tradicionais e as religiosidades sincréticas, que moldam os cosmos particulares dessas mulheres e homens, promovem o movimento dialógico que oferece os elementos importantes para a formação das identidades coletivas das suas comunidades.

Biografia do Autor

Dulce Santoro Mendes, Universidade Federal do Rio de Janeiro programa de pós graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - EICOS
Geógrafa, mestre em geografia, doutoranda em psicossociologia de comunidades e ecologia social.
Claudio São Thiago Cavas, Universidade Federal do Rio de Janeiro programa de pós graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - EICOS
Psicologo, Mestre em Psicologia do Trabalho pela Universidade de Paris X, doutor em Psicossociologia pelo programa de pós-graduação EICOS- Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ.

Referências

BAUER, M.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 11. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

BELTRÃO JR., H. R.; NEVES, S. S. O estudo das benzedeiras em Parintins: uma abordagem folkcomunicacional. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26., 2013. Manaus: UFAM, 2013. Disponível em: <intercom.org.br/papers/nacionais/2013/resumos/R8-0112-1.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2017.

BHABHA, H. K. Interrogando a identidade. In: ______. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renata Gonçalves. 2. ed. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. p. 77-116.

BRASIL. Constituição. Decreto n. 6040, de 7 de fevereiro de 2007. Brasília, DF, Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. Disponível em: <ideiasnamesa.unb.br/upload/mídia/1393524919PCT_Decreto9_no_6040_07_de_fevereiro_de_2007.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2017.

CALAINHO, D. Africanos penitenciados pela Inquisição portuguesa. Revista Lusófona de Ciência das Religiões - Inquisição em África – ano III, n. 5/6, p. 47-63, 2004. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/cienciareligioes/article/view/4578>. Acesso em: 10 jan. 2017.

CANCLINI, N. As culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 2003.

CARVALHO, M. C. Benzimento e cura na comunidade de São João do Cazumbá. Caos – Revista Eletrônica de Ciências Sociais, João Pessoa, PB, n. 18, p. 72-80, 2011. Disponível em: <http://www.cchla.ufpb.br/caos/n18/8_Cris_Artigo_caos.pdf>. Acesso em: 7 abr. 2017.

DEL PRIORI, M. História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.

DURKHEIM, E. As formas elementares da religião. São Paulo: Paulino, 1989.

FERRETI, S. Sincretismo e hibridismo na cultura popular. Revista PÓS Ciências Sociais, São Luís, MA, v. 11, n. 21, p. 15-34, 2014. Disponível em: <http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rpcsoc/article/view/2867>. Acesso em: 26 jun. 2017.

GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, Portugal, n. 80, p. 115-47, mar. 2008. Disponível em: <www.ces.uc.pt/rccs/includes/download.php?id=982>. Acesso em: 26 jun. 2016.

GUERRA, L. B. Juazeiro do Norte: religiosidade e desenvolvimento. 2015. 101p. Dissertação (Mestrado em Ciência da Religião) - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal, 2015.

HALL, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Tradução de Adelaine La Guardia Resende, Ana Carolina Escoteguy, Cláudia Ávares, Francisco Rudiger e Sayonaram Amara. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2011.

______. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP & A, 1992.

HOUAISS, A. Dicionário Houaiss. Dicionário da Língua Portuguesa. 2010. Disponível em: <https://houaiss.uol.com.br/pub/apps/www/v3-0/html/index.htm#0>. Acesso em: 7 abr. 2017.

MACEDO, E. U. Religiosidade popular brasileira colonial: um retrato sincrético. Revista Ágora, Vitória, ES, n. 7, p. 1-20, 2008. Disponível em: <http://periodicos.ufes.br/agora/article/view/1918/1430>. Acesso em: 26 jun. 2017.

MORENO, D. C. G. Identidade da comunidade quilombola Sítio Veiga no contexto pós-colonial. In: CONGRESSO ALAS CHILE, 29. Santiago, Chile, 2013. Disponível em: <http://actacientifica.servicioit.cl/biblioteca/gt/GT6/GT6_GadelhaMoreno.pdf>. Acesso em: 3 fev. 2018.

NOGUEIRA, J. G. Sincretismo religioso no Brasil em Casa Grande & Senzala: influências na religiosidade brasileira (Parte 1). História e- história. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/possibilidades-interpretativas-do-campo-religioso-brasileiro/133147#ixzz563XHJiZr>. Acesso em: 3 fev. 2018.

OLIVEIRA, E. C. S.; COSTA JÚNIOR, E. O. Saúde e doença: recursos utilizados em rituais de cura no estado da Paraíba. BIOFAR-Revista de Biologia e Farmácia, João Pessoa, PB, v. 6, n. 1, 2011. Disponível em: <sites.uepb.edu.br/biofar/download/v6n1-2011/as%C3%BAde_e_doen%C3%A7a.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2017.

PEREIRA, R. Durkheim e Lévi Strauss: a escola sociológica francesa e uma análise de aproximações teóricas. Rio de Janeiro: UFRJ: IFCS, 2015.

QUINTANA, A. M. A ciência da benzedura: mau-olhado, simpatias e uma pitada de psicanálise. Bauru, SP: EDUSC, 1999. 226p. Disponível em: <http://www.institutocaminhosoriente.com/Livros/Alberto%20Quintana%20-%20A%20CI%CANCIA%20DA%20BENZEDURA.pdf>. Acesso em: 3 fev. 2018.

SILVA, Giselda Shyrley da. Benzedores e raizeiros. Saberes partilhados na Comunidade remanescente de quilombo de Santana da Caatinga - 1940-2011. Revista Mosaico, Goiânia, v. 3, n. 1, p. 33-48, 2010. Disponível em: <ser.pucgoias.edu.br/index/php/mosaico/issue/view/111/showToc>. Acesso em: 26 jun. 2017.

VAINFAS, R. Colonização, miscigenação e questão racial: notas sobre equívocos e tabus da historiografia brasileira. Tempo 8, Niterói, RJ, n. 3, p. 1-12, ago. 1999. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg8-1.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2017.

Publicado
2018-02-16