Agroecologia e segurança alimentar em terra indígena amazônica: desafios e potencialidades de uma experiência participativa
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Palavras-chave

etnoconhecimento
extensão rural
interculturalidade
tecnologia social
sistemas agrícolas tradicionais

Como Citar

SANTOS, Rodrigo Souza. Agroecologia e segurança alimentar em terra indígena amazônica: desafios e potencialidades de uma experiência participativa. Interações , Campo Grande, v. 27, n. 1, p. e274885, 2026. DOI: 10.20435/inter.v27i1.4885. Disponível em: https://interacoes.ucdb.br/interacoes/article/view/4885. Acesso em: 23 set. 2026.

Resumo

Este estudo analisa os desafios e potencialidades de uma intervenção participativa voltada ao manejo agroecológico de pragas na Terra Indígena Kaxinawá Nova Olinda, no estado do Acre, Brasil, e suas implicações para a segurança alimentar local. Entre 2012 e 2015 (Fase I), foi realizada a prospecção de insetos associados aos principais cultivos indígenas, identificando-se como pragas-chave o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o moleque-da-bananeira (Cosmopolites sordidus) e formigas cortadeiras (Atta sexdens rubropilosa e Acromyrmex sp.). Entre 2015 e 2018 (Fase II), foram conduzidas oficinas teórico-práticas para a capacitação comunitária em métodos agroecológicos de controle. A análise evidenciou que a efetividade das práticas propostas esteve condicionada a fatores socioculturais, logísticos e econômicos, como disponibilidade de insumos, legitimidade das lideranças locais e presença contínua da equipe técnica. Observou-se maior adesão a tecnologias de baixo custo e adaptadas à realidade produtiva local, bem como maior engajamento em atividades práticas. Os resultados indicam que intervenções agroecológicas participativas se configuram como estratégia viável de fortalecimento da segurança alimentar em contextos indígenas amazônicos, desde que consideradas as dinâmicas internas de governança comunitária e a adequação sociotécnica das soluções propostas.

https://doi.org/10.20435/inter.v27i1.4885
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