Resumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre as práticas tradicionais do benzer, curar e rezar e suas interfaces com o desenvolvimento local no contexto da Rota Bioceânica. As práticas tradicionais, transmitidas por gerações, configuram-se como patrimônio cultural imaterial que resiste à modernidade e se articula com a construção de identidades coletivas. A pesquisa propõe analisar como tais práticas, enraizadas em comunidades de Mato Grosso do Sul, podem ser compreendidas não apenas como manifestações religiosas ou espirituais, mas como expressões sociais e culturais que contribuem para a sustentabilidade do desenvolvimento local. A Rota Bioceânica é abordada como espaço de intercâmbio, onde a valorização de saberes ancestrais fortalece as identidades e amplia a perspectiva de desenvolvimento territorial. Ao final, apresenta-se uma proposta de pesquisa, destacando a relevância de se compreender e preservar esses saberes no processo de integração regional latino-americana.
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