Percepções de paisagismo: uma análise de parte da população de Campo Grande, MS
PDF

Palavras-chave

paisagismo
pesquisa
planta

Como Citar

LAMBERTI, Patricia Pedrozo; DOS SANTOS, Laura Karoliny Alves Urquiza; GUILHERME, Denilson de Oliveira. Percepções de paisagismo: uma análise de parte da população de Campo Grande, MS. Interações , Campo Grande, v. 23, n. 4, p. 1203–1219, 2022. Disponível em: https://interacoes.ucdb.br/interacoes/article/view/3577. Acesso em: 9 mar. 2026.

Resumo

Campo Grande, MS, é uma das cidades mais arborizadas do Brasil e do mundo, com seu reconhecimento no programa Tree Cities of the World. No entanto, a percepção do paisagismo é algo que ainda carece de mais informações, uma vez que isso não é tão acessível à boa parte da população, não só de Mato Grosso do Sul, mas também do Brasil. Neste trabalho, o objetivo foi pesquisar as percepções sobre o paisagismo dos moradores de Campo Grande, MS, para entender melhor como parte de seus residentes o percebe. Sendo assim, foi elaborada uma pesquisa sobre o tema, na qual foi aplicado um questionário semiestruturado, do qual as perguntas visaram abordar temas que identificassem as percepções dos habitantes sobre o paisagismo. Nos resultados, foi identificado que 85,8% dos entrevistados possuem algum tipo de planta em casa, 41,5% sabem cuidar de plantas, 62,3% acham que paisagismo pode ser praticado sem a necessidade do uso de plantas vivas, 67% consideram o paisagismo fundamental, e 75,5% contratariam os serviços de um paisagista. Diante disso, as pessoas entrevistadas também informaram que o uso de plantas vivas em projeto de paisagismo pode alterar a temperatura do local onde o projeto foi instalado, assim como o seu uso pode ser benéfico à saúde humana.

PDF

Referências

ABBUD, Benedito. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura. 4. ed. São Paulo: Editora SENAC, 2006.

AGÊNCIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E PLANEJAMENTO URBANO [PLANURB]. Perfil Socioeconômico de Campo Grande. 26. ed. rev. Campo Grande: PLANURB, 2019.

COLLOT, Michel. Pontos de vista sobre a percepção de paisagens. In: NEGREIROS, Carmem; LEMOS, Masé; ALVES, Ida. Literatura e paisagem em dialogo. Tradução de Denise Grimm. Rio de Janeiro: Edições Makunaima, 2012. p. 11–28.

COSTA, Douglas Rodrigo. Paisagismo Sensorial: o uso dos sentidos em propostas de paisagismo. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, PR, 2019.

LIRA FILHO, José Augusto de. Paisagismo: elementos de composição e estética. Viçosa: Aprenda Fácil, 2002.

GENGO, Rita de Cassia; HENKES, Jairo Afonso. A utilização do paisagismo como ferramenta na preservação e melhoria ambiental em área urbana. Gestão e Sustentabilidade Ambiental, Florianópolis, v. 1, n. 2, p. 55–81, 2013. Disponível em: https://portaldeperiodicos.animaeducacao.com.br/index.php/gestao_ambiental/article/view/1206

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MACEDO, Silvio Soares. O paisagismo moderno brasileiro – além de Burle Marx. Paisagens em debate, n. 1, out. 2003.

MICHAELIS – dicionário brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2020. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/. Acesso em: 12 ago. 2020.

OLIVEIRA, Angela Santana. Influência da vegetação arbórea no microclima e uso de praças públicas. Cuiabá: UFMT, 2011.

SILVA, Mayara Wesley. Plantas Ornamentais do Cerrado. Renefara, Goiânia, v. 14, n. 1, jan./abr. 2019.

SILVA, Tania Knapp. Pelas veredas da história do paisagismo. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO, 6., 1 a 5 de outubro 2020, Brasília. Anais [...]. Brasília, DF: UNB, 2020.

SIVIERO, Amauri; DELUNARDO, Thiago Andrés; HAVERROTH, Moacir; OLIVEIRA, Luis Cláudio de; ROMAN, André Luis Cote; MENDONÇA, Ângela Maria da Silva. Plantas ornamentais em quintais urbanos de Rio Branco. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém, v. 9, n. 3, p. 797–813, set./dez. 2014.

SOUSA, Maisa Noqueira. Métodos de Avaliação da percepção, preferências e atitudes de utilizadores de espaços verdes urbanos. 2020. Dissertação (Mestrado em Arquitetura Paisagista) – Universidade do Porto, Porto, 2020.

TABACOW, José. (Org.). Roberto Burle Marx: arte e paisagem – conferências escolhidas. São Paulo. 2. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2004.

THE ARBOR DAY FOUNDATION. Recognised Cities. Tree Cities of the World, Lincoln, [s.d.]. Disponível em: https://treecitiesoftheworld.org/directory.cfm. Acesso em: 26 nov. 2020.

TUPIASSÚ, Assucena. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.

WATERMAN, Tim. Fundamentos de paisagismo. Tradução técnica de Alexandre Salvaterra Porto Alegre: Bookman, 2011.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Interações (Campo Grande)